Coluna Versões e Fatos – Jornal São José em Foco – 04/12/08

Vale

A Vale (Companhia Vale do Rio Doce), maior empresa brasileira do ramo de mineração, no esforço para reduzir a oferta no atual cenário de retração mundial, demitiu 1.300 funcionários no Brasil e exterior (2,1 % de seus mais de 60.000 funcionários). Também concederá férias coletivas escalonadas a 5.500 trabalhadores a partir desta semana. A Vale informa ainda que está treinando 1.200 funcionários para assumir novas funções na empresa (remanejamentos).

No final de outubro a Vale havia anunciado a paralização das atividades de algumas minas localizadas nas regiões Sul e Sudeste. É a “marolinha do Lula” chegando aqui.

Paulinho da Força Sindical

O Conselho de Ética da Câmara absolveu na tarde de ontem (02) o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro do BNDES, por 10 votos a 4.

Agora, para que Paulinho seja julgado em plenário, há necessidade de novo pedido subscrito por 52 parlamentares ou de líder de partido com bancada superior a este número.

Enquanto seus pares votavam o parecer, Paulinho estava na 5ª Marcha da Classe Trabalhadora, organizada por seis centrais sindicais, na Esplanada dos Ministérios.

Ele disse que não poderia deixar de participar do evento para acompanhar o julgamento, pois foi eleito para defender os interesses dos trabalhadores.

“Não quis participar do julgamento para não constranger o voto dos deputados”, disse. “Acho que eles entenderam todo o processo e perceberam a perseguição que existe contra mim no Congresso. Estou muito tranqüilo”, completou.

Não queria constranger, mas o fez com a demonstração de força ao liderar evento que contou com a participação de quase 30.000 trabalhadores/sindicalistas.

Paulinho, denunciado durante a Operação Santa Tereza, é alvo de dois inquéritos que estão no STF.

Um deles apura irregularidades na contratação da Fundação João Donini em cursos profissionalizantes utilizando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) destinados à Força Sindical.Há suspeitas de fraude nas contratações e uso de alunos fantasmas.

O segundo, que  tramita em segredo de Justiça, apura suposto envolvimento do deputado em um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Solo de aluvião

Depois de muitas especulações sobre as causas da catástrofe que se abateu sobre Santa Catarina, desmatamento, aquecimento global e outras, está repercutindo a informação do jornalista Alexandre Garcia da Rede Globo. No Bom Dia, Brasil de ontem, falou sobre prevenção, solo de aluvião e amadorismo das autoridades.

Começa com o esclarecimento que esta não foi a maior enchente. Segundo ele “em 1974, quando ainda não se falava em aquecimento global, uma enchente no Vale do Rio Tubarão fez 199 mortos, sem contar desaparecidos”.

Segue dizendo que “logo depois, a engenharia da Universidade do Sul de Santa Catarina fez um levantamento geológico da região para buscar causas para o tamanho da tragédia, e constatou que o solo é todo de aluvião. Camadas sucessivas de aluvião até 42 metros de profundidade separadas a cada dois ou três metros por camadas que já foram superfície há milhões de anos”.

Segue a análise esclarecendo que solos de aluvião são instáveis e permeáveis, formados por areia lama e cascalho. Quando encharcado, movimenta-se com a água. Cita que o assoreamento do porto de Itajaí comprova a tese.

Encerra perguntando se alguém viu falar em tragédia em Brusque, exatamente no mesmo Vale do Itajaí.

“O Rio Itajaí-mirim atravessa a cidade. Em 1984 uma grande enchente engoliu a cidade, inclusive o centro. O prefeito seguinte, o técnico têxtil Ciro  Rosa chamou a engenharia e fez um canal extravasor para receber o excedente das águas do rio”.

Segue comentando sobre as manifestações contrárias e favoráveis à obra e encerra com chave de ouro. A única vítima desta enchente em Brusque foi um homem que estava consertando um telhado no início das chuvas.

Obra preventiva de quase vinte anos atrás salvando vidas.

Portando, técnicos sabem sim as causas do desastre. Falta terem vez e voz junto às autoridades. Que seja dada prioridade às obras de prevenção.

Obras de recuperação não devolvem vidas…

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