Secretaria de meio-ambiente de Biguaçu embargou obras de subestação de energia elétrica.

7/Novembro/2008

Quando assisti a matéria sobre o tema acima, no RBS Notícias fiquei em dúvida e fui conferir no Clic RBS, e confirmei ao menos a manchete. Ela está lá – para verificar na fonte, clique aqui.

Outros tempos, outras atitudes, mas aparentemente uma medida tardia. A obra já teria desviado um curso d´água no local. Amanhã depois de verificarmos com os envolvidos o que de fato ocorreu (pois a reportagem foi bastante vaga), voltaremos a comentar este tema.

Em tempo: o site da senadora Ideli Salvatti (para acessar clique aqui)  informa que:

A ligação entre a subestação de Biguaçu e a ilha também está incluída no PAC e deve eliminar o risco de apagões, como o que ocorreu em Florianópolis em outubro de 2003. A obra envolve R$ 172 milhões e é desenvolvida pela Eletrosul. A conclusão dos trabalhos está prevista para outubro deste ano. De acordo com Ideli, os trabalhos estão encerrados na subestação de Biguaçu e em fase de finalização na subestação de Desterro. Os cabos que farão a interligação estão em fase de aterramento. Concluída a obra, Florianópolis será a última capital do país a ser integrada ao Sistema Interligado Nacional de Abastecimento de Energia.

Pelo visto a Prefeitura Municipal de Biguaçu entrou em uma briga com poderosos…

A obra destina-se a interligar Florianópolis (parte insular) ao Sistema Integrado Nacional de Abastecimento de Energia e evitar novos apagões.

 

 


Adiamento da I Stammtisch de Florianópolis

7/Novembro/2008

Nosso amigo biguaçuense Max Muller, nos informa que o Instituto Carl Hoepcke e seus parceiros, devido às previsões metereológicas resolveram adiar “sine die” a realização da I Stammtisch de Florianópolis prevista para este sábado dia 8.

Em breve a nova data será informada, quando teremos oportunidade de confraternizar lembrando os 180 anos da chegada dos imigrantes alemães em Florianópolis, completados hoje.

Max, não esqueçam de convidar o Carlos Damião, que com tanta propriedade registrou a data de hoje em seu blog !

Infelizmente não pude comparecer à exposição Alexander von Humboldt 1769 -1859 nas dependências da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina, que é realizada em parceria com o Goethe Institut de Porto Alegre e a Fundação Catarinense de Cultura como parte da comemoração dos 180 anos da chegada dos imigrantes alemães a Florianópolis.


180 anos da chegada dos primeiros colonos alemães a Florianópolis

7/Novembro/2008

Passou batido para a imprensa de Florianópolis e região o 180° aniversário da chegada dos primeiros colonos alemães a Florianópolis.

Mas o registro do jornalista Carlos Damião em seu blog vale por todos.

Para lê-lo na fonte, clique aqui, mas tomei a liberdade de reproduzi-lo na íntegra neste espaço:

“A EPOPÉIA GERMÂNICA EM SANTA CATARINA

Há 180 anos chegavam os primeiros colonos

Hoje faz 180 anos que chegaram a Florianópolis os primeiros imigrantes alemães. Quatro meses depois, a 1. de março de 1829, eles fundaram a primeira colônia alemã de Santa Catarina: São Pedro de Alcântara.

Transcrevo a seguir um trecho do livro “São Pedro de Alcântara – A Primeira Colônia Alemã de Santa Catarina”, de autoria de Aderbal João Philippi:

"(…) Em 7 de novembro (1828) aportou em Desterro o brigue Luiza, conduzindo 276 colonos. Pelo mesmo navio chegou o Aviso de 28 de outubro, subscrito pelo Monsenhor Pedro Machado de Miranda Medeiros, comunicando o envio de mais 359 imigrantes no bergatim Márquez de Vianna. As duas embarcações transportariam 146 famílias alemãs, num total de 635 indivíduos, dos quais 523 imigrados naquele ano e que estavam alojados na Armação de São Domingos, em Niterói. Dos restantes, 112, quase todos eram ex-integrantes de batalhões dissolvidos na Capital do Império.

Recepcionados pelo Alferes Domingos Marques Guimarães, auxiliado pelos intérpretes Johann Heinrich Kägel e Nathanael Lucas, os passageiros do brigue Luiza, a mando do presidente Albuquerque Mello, foram alojados na Armação da Lagoinha, na costa sudeste da ilha, a mais de três léguas da Capital. O motivo alegado era que estavam doentes, devendo permanecer isolados e ‘livres de comunicação com quaisquer outros’, para serem ‘assistidos os que precisassem com médicos, botica e hospital, tudo na referida Armação, para o seu tratamento, e que estes colonos vencerão a diária de 160 réis, menos quando estiverem no hospital’”.

Alojados na Armação, os colonos ficaram em completa ociosidade, sem o que fazer, além de ter de conviver com os soldados do 4º. Batalhão no mesmo espaço.

Cinco dias depois do Brigue Luiza, a 12 de novembro, chegou o bergatim Márquez de Vianna. Conduzia 359 pessoas que, após serem recebidas pelo Alferes Marques Guimarães e pelos intérpretes Kägel e Lucas, foram alojados em quartéis da Cidade, a maioria no quartel do Campo do Manejo. A Capital aquartelava o 8º., o 18º. e o 27º. Batalhões, bem como o 4º. Batalhão de Artilharia, além do 4º. Batalhão na Armação da Lagoinha.

Após alguns dias, já se realizavam casamentos de alemães na Matriz do Desterro, o que viria acontecer durante todo o tempo de permanência dos imigrantes na Ilha”. (…)”

E para o registro ficar completo, aí vai também a reclamação do Carlos Damião sobre o descaso da mídia:

NEM AÍ PARA SANTA CATARINA

A grande mídia desatenta – e sem compromisso com Santa Catarina – deixou passar batido o aniversário da chegada dos alemães ao Estado. Cento e oitenta anos comemorados no dia de hoje não é qualquer coisa. Em compensação, o batido e rebatido centenário da imigração japonesa está, de novo, nas manchetes.