A juíza substituta da Vara Ambiental, Marjôrie Cristina da Silva, segundo matéria publicada no jornal Diário Catarinense, denunciou que “a Proativa teria pago R$ 1 milhão (mais R$ 1 milhão a ser pago no futuro) a vereadores e a um ex-prefeito de Biguaçu para fraudar a concessão que definiria que empresa vai fornecer água no município”. A denúncia, vaga, caiu como uma bomba na cidade e misturou, no mesmo saco, gatos e lebres. Em defesa da sua lisura, dois ex-prefeitos de Biguaçu vieram a público para se eximir de qualquer maracutaia que a juíza possa ter vislumbrado na sua decisão. O ex-prefeito Sadi Peixoto, que governou a cidade entre os anos de 1993 e 1996, e o ex-prefeito Arlindo Corrêa, que administrou o município entre os anos de 1997 e 2000, tiram o seu da reta e, por dedução, jogam tudo no colo do prefeito Vilmar Astrogildo, o Tuta, que administrou o município entre os anos de 2001 e 2008. Pelo visto, lá, tem muita truta pra se fisgar.
14 na jaula
Leia o que disse o Diário Catarinense a respeito do assunto, à operação da Polícia Federal, chamada de Dríade, cumprindo mandados de busca e apreensão que enjaulou 14 e deixou mais oito na reta da cadeia. Diz o jornal “A Proactiva teria pago
R$ 1 milhão a vereadores e a um ex-prefeito de Biguaçu para fraudar a concessão que definiria a empresa que vai fornecer água no município. Outra parcela no mesmo valor (R$ 1 milhão) ainda seria repassada aos suspeitos. As informações constam da decisão da juíza substituta da Vara Federal Ambiental Marjôrie Cristina da Silva, que autorizou as prisões da Operação Dríade, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal (PF).
O documento, ao qual o Diário Catarinense teve acesso exclusivo, aponta que os responsáveis pelas empresas Inplac, Proactiva e Schaefer Yachts teriam corrompido servidores da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e políticos de Biguaçu para conseguir aprovar obras que tinham interesse. A PF pediu a prisão de 22 pessoas que estariam envolvidas com o esquema, mas somente 14 foram autorizadas pela Justiça. Oito foram excluídas por, segundo a juíza, não serem consideradas imprescindíveis para as investigações” (…) (grifos do Jornal Impacto).
“Somos inocentes”
Veja o que os ex-prefeitos afirmam, o texto é o mesmo para os dois, e assinam, sobre suas condutas: “Devido à publicação de notícia no Diário Catarinense informando que a juíza substituta Marjôrie Cristina da Silva, da Vara Ambiental, denuncia que a “Proactiva teria pago R$ 1 milhão a vereadores e a um ex- prefeito de Biguaçu para fraudar a concessão que definiria a empresa que vai fornecer água no município”, declaro que em meus mandatos como prefeito municipal de Biguaçu, entre os anos de 1993 e 1996 e de 1997 e 2000, este tema – concessão da água – nunca foi tratado. O fornecimento de água era efetuado pela Casan e não houve nenhuma tratativa para privatizá-lo ou concede-lo a outra empresa”. Assinam os documentos os ex-prefeitos Sadi Peixoto (administração de 1993 a 1996) e Arlindo Corrêa (administração de 1997 a 2000).
Truta na vara ambiental
Ao deixar os nomes dos ex-prefeitos em suspeição, a decisão da juíza, no mínimo, levantou um imenso véu de suspeitas, entre os eleitores, sobre os prefeitos que administraram Biguaçu nos últimos 15 anos. Com a declaração de dois ex-prefeitos, responsáveis pela administração entre os anos de 1993 e 2000, a coisa ficou feia para o ex-prefeito Tuta, atual candidato a vereador na cidade. Se não foram eles, por suposto, o outro possível ex-prefeito a ser citado é ele, Tuta. Vilmar Tuta administrou a cidade nos últimos sete anos e meio e saiu da administração somente em abril deste ano. E tem mais, somente na administração de Vilmar Tuta se falou em privatizar a água que sempre foi servida ao município pela Casan. Assim, a menos que o candidato Tuta tenha argumentos muito convincentes, ele será declarado como um dos políticos a serem convocados pela juíza para prestar esclarecimentos sobre a suposta propina paga pela Proactiva a vereadores e a um ex-prefeito do município.
Moeda Verde 2
Empresários e vários funcionários públicos estavam entre os 14 enjaulados pela Polícia Federal (PF) na Operação Dríade, contra crimes ambientais. Segundo a PF, 11 prisões foram realizadas em Santa Catarina, duas em São Paulo e uma em Curitiba. Segundo a PF, os detidos são suspeitos de fazer parte de um esquema de liberação de licenças ambientais irregulares em áreas de preservação ambiental e terras da Marinha. Os crimes ambientais seriam praticados por empresários com o apoio de funcionários públicos. Alguns funcionários liberavam as licenças e outros fiscalizavam as atividades das empresas. A Fundação do Meio Ambiente (Fatma), segundo nota divulgada à imprensa, o presidente Carlos Leomar Kreuz, foi surpreendido com a prisão de três servidores do órgão por suposto envolvimento em crimes ambientais praticados no município de Biguaçu, na Região Metropolitana de Florianópolis.
De acordo com a Polícia Federal (PF), os funcionários teriam envolvimento em um esquema que facilitou a obtenção de licenças e laudos irregulares à empresas que atuam no município de Biguaçu e recolheu documentos relacionados à expedição de licenças às empresas investigadas. Tendo, inclusive, recolhido R$ 84 mil mais US$ 3 mil 600 nas gavetas do presidente da Fatma. A diretoria declarou que depende da devolução dos documentos apreendidos para verificar as supostas fraudes e, a partir da comprovação de irregularidades, determinar o afastamento dos funcionários e a abertura de sindicância interna. Por ser um órgão estadual vamos acompanhar as medidas que o Governador irá adotar relativas a mais este escândalo.
Meu comentário:
Quem teve coragem de dar nome ao ex-prefeito, o fez com exclusividade.